A Glória da Empatia

Equipe BigCase

14/07/2016
11:15

Como aprendemos com Glória Maria que se comunicar é muito mais do que apenas ter o que dizer

Imagem_ArtigoNão importa se você estava diante da TV na sexta-feira a noite, dia 1º, assistindo ao Globo Repórter ou não. Se você esteve pelas redes sociais em algum momento dos três dias seguintes à data seguinte de exibição, com certeza sabe de Glória Maria e se deparou com uma porção de memes de uma das maiores jornalistas brasileiras cujo currículo inclui reportagens em que percorreu o deserto do Saara, ou então o caminho de Cristo, de Israel ao Egito, e a cobertura da Guerra das Malvinas. Além disso, seu histórico de entrevistas incluem, dentre diversos nomes, ninguém menos que Freddy Mercury, Michael Jackson e Madonna.

Integrando hoje a equipe do Globo Repórter, por vezes atuando como co-apresentadora ao lado de Sérgio Chapelin, há pouco mais de uma semana, dia 1º de julho, numa visita a Jamaica, Glória Maria se encontrou com uma comunidade local com a qual participou de um ritual em que experimentou a ganja, uma erva correspondente á maconha.

Os poucos segundos de exibição da cena bastaram pra que os memes e comentários surgissem exponencialmente na internet. Criações que se fortaleceram ainda mais quando foram exibidas as imagens de Glória Maria fazendo test drive numa montanha russa do país. Suas expressões faciais foram icônicas e divertidas, daquelas que só situações de emoções únicas nos permitem ter, e as quais podem ser todas expressas num único passeio de montanha-russa.

Na internet, claro, tudo se tornou uma grande brincadeira e o nome de Glória Maria foi amplamente um dos assuntos mais comentados. Pena que não se comentou a grande aula de comunicação que mais uma vez Glória Maria nos concedeu. Aula essa que a consagrou como uma das jornalistas de maior qualidade e reconhecimento do grande público, criando assim o laço da credibilidade para com aqueles que a veem: Ela não apenas reporta, mas vivencia os fatos e o conhecimento a ser transmitido, reportando a notícia através de sua própria experiência. Sentindo na pele, falando com o telespectador, como íntima, conversando diretamente com o público que a vê.

E como comunicadora, com total certeza, essa é sua principal virtude.

Afinal, se no processo de comunicação a compreensão do interlocutor é essencial, cabe ao emissor a responsabilidade de entender seu receptor e assim transmitir a mensagem de forma como ele melhor possa compreendê-la. E é aí que a empatia literal de Glória Maria é exemplo.

Imagem2_ArtigoSuas experiências num país desconhecido remetem a ela sensações que o próprio público teria no mesmo país, desde as sensações físicas pessoais aos sentimentos de descoberta. Assim, o telespectador não está a ver apenas uma correspondente num país distante, mas alguém que, numa linguagem própria fundamentada na empatia, permite por parte de seus telespectadores a vivência da notícia.

Por que muito mais que o conhecimento do público através de dados, é preciso se colocar em seu lugar, tentar enxergar e sentir da mesma forma como ele sente, pois  enquanto humanos num mundo tão dinâmico e interativo como o de hoje, toda comunicação a ser feita jamais pode ser embasada unicamente em dados padrões e estáticos. A efetividade de comunicação do emissor já não se restringe ao quanto ele sabe de seu receptor, mas, sobretudo, ao quanto seu receptor se vê em si.

O cenário se torna cada vez mais global, os meios de comunicação rompem barreiras culturais e o tráfego da comunicação nunca esteve tão além da relação espaço-tempo. Os dados do momento já são ultrapassados, a pesquisa instantânea já pertence ao passado e os hábitos e preferências já não podem ser itens que separam e limitam grandes massas que já nem mesmo existem.

 

O conhecer exige o entender que demanda o ‘se colocar no mesmo lugar’.

A mesma bagagem, o mesmo saber. O mesmo ponto de vista.

Na montanha russa da comunicação atual, o simples tentar compreender já nos causa expressões faciais mais caricatas que os memes de Glória Maria.

A sensação do novo e experiência já temos.

Cabe agora, aprendermos a fazer tão bom uso da empatia.

 

Este artigo foi escrito por:

Victor Bertão
24 Anos. Humano. Publicitário

 

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