O verdadeiro papel das organizações nas mídias sociais

Equipe BigCase

05/07/2016
18:48

43906-O46GGIAs empresas foram aceitando e desenvolvendo a ideia da sua presença online e o seu ganho em valor de marca, no seu legado e a sua participação na vida das pessoas que estão onlines diariamente. Através desse relacionamento virtual, hoje nas principais mídias sociais o contato consumidor-cliente, além de ser mais próximo, é algo que fica também mais exposto e imprevisível.

O papel de promoção e divulgação de um produto de forma online toma uma proporção muito maior do que imaginamos, a quantidade de mensagens, curtidas, reações e comentários que uma empresa após a publicação de um único post, nos faz pensar em como essas empresas se preparam para tal bombardeio de clientes ali, sedentos por respostas e informações, como essa empresa concilia o seu trabalho de produção de conteúdo online, monitoramento e interação com estes usuários?

O inbox das páginas empresariais e o campo “comentar” em suas postagens tornaram-se alvos de atendimentos de SAC, onde as mais diversas reclamações são expostas, além das dezenas de variedades de recados ali deixados.

Como administrar tamanho conteúdo e interação sem ter um controle do que é comentado, compartilhado e interpretado? Não tem como ser previsível, é um ambiente que não há quem dê um caminho único para total sucesso ou fracasso em suas postagens e ações.

Nesses últimos anos, as empresas têm se preocupado muito em estar presente online, porém por muitas vezes com uma visão superficial sobre o que significa criar sua própria página e expor ali como atuam e como divulgar sua marca, sem ser propriamente utilizando a linguagem mercadológica e adaptando sua forma de “vender online” e cativar esse público seguidor a se tornar também um consumidor fidelizado.

mídias sociaisDiante disso, há a necessidade de entendimento por parte das organizações, que estar online nas mídias, é algo muito maior que publicar posts sem estudo, pesquisa, acompanhamento e todas as demais atividades descritas no gif abaixo. É preciso identificar não só públicos, mas mensagens. É necessário estar atualizado com as hashtags, comentários e reações marcadas em sua página. É preciso desenvolver um grande trabalho de mídia social.

Segundo uma pesquisa  internacional realizada pelo We are Social este ano, aproximadamente 58% da população brasileira está navegando na internet e 88 milhões de pessoas, são usuários ativos das redes sociais, este público que já foi muito segmentado, porém agora atinge todas as idades em todas as redes, sendo as principais delas o Facebook, Twitter e Instagram.

A principal pergunta que uma empresa deve se questionar é “mas como estar presente em todas as mídias, produzir um conteúdo bacana que se adeque ao meu público de interesse e ainda acompanhar o envolvimento e engajamento dos meus seguidores?”

Temos grandes organizações modelo no quesito redes e mídias sociais, realizar um benchmarking de cases de sucesso, são pontes para inspirações que podem acarretar em campanhas com bons resultados mensurados. Isso, claro, além de investir em comunicação digital, capacitando colaboradores, engajando seu próprio público interno e também acompanhando as grandes agências de comunicação e publicidade que vem realizando ações das mais diversas neste segmento.

Vamos a um exemplo?

Lembra lá em meados de 2011, que figurinhas surgiram nos nossos smartphones para personificar pessoas, objetos, animais e até comidas? Sim, estou falando dos emojis! Eles se tornaram uma febre nas conversas, mensagens e nas redes, causando não só impacto por ser fofo ou divertido, mas principalmente por passar o sentimento que as vezes uma palavra por si só não consiga expressar ou na tentativa de causar uma realidade maior de percepção sobre o assunto tratado entre o emissor da mensagem e o seu receptor.

Estamos em 2016 e o seu uso ainda tem os mesmos objetivos e agora ainda contam com atualizações aumentando o acervo de opções de bonequinhos e infinidades de coisas. Mas, nem todas as empresas tiveram a visão que o Itaú, teve em 2015, ao implantar sua primeira publicidade com os emojis como protagonistas.

itauO Itaú vem a cada ano, marcando sua presença online entre toda a sociedade e buscando fortalecer a sua imagem digital, investindo pesado em ações, inicialmente adotou o ícone “i” para marcar o Itaú digital, algo presente até hoje, e o mais recente foi a sua campanha #issomudaseumundo, com uma pequena série de vídeos produzidos com os emojis e um jingle reforçando a mensagem.

 

Ações com emojis e conteúdos específicos publicados pelo Itaú, mostra principalmente a presença online do banco, busca também não só personificar o fato da prestação de serviços nas suas plataformas, mas também é algo que caracteriza suas redes sociais, com os mais diversos perfis e páginas, no Facebook, Instagram, Twitter, Youtube LinkdIn e até no Snapchat! Algo de mais legal no trabalho realizado pelo Itaú nas mídias sociais, é saber utilizar cada uma delas de maneira específica e única, tornando mais acertivas as suas publicações e possuindo algo engajamento com o público.

Muito inspirado pelas hashtags, o banco ao lançar uma nova campanha cria sempre uma hashtag para aquele momento, sempre levando em conta, como o seu seguidor pode compartilhar ela, sem que seja #Itaú e sim #IssoMudaMeuMundo, algo mais intimista e que causa identificação com seus clientes e não clientes. Além dessa identificação e apego com a marca, as hashtags (que é apenas um exemplo, diante tantas outras formas) servem como meio de monitorar o engajamento do público e mensurar os resultados obtidos na ação.

É necessário ter essa visão mais estrategista das mídias sociais, os profissionais de comunicação já estão adequando seu modo de comunicar de maneira online, é preciso continuar a realizar ações e campanhas onlines que reforcem não só o produto e a venda, mas que primeiro busque seu fortalecimento online, sua reputação em cada rede, para tornar isso a sua porta de entrada à escolha do consumidor, que deixará de ser consumidor e seguidor, e sim um fã, um multiplicador.

 

Este artigo foi escrito por:

Janaína Rodrigues
Estudante de Relações Públicas

 

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